Postagens da categoria ‘Diário de um Programador’
Diário de um Programador 15: O tempo é um inimigo
Antes de entrar na faculdade eu tinha tempo para tudo, inclusive de durmir no meio da tarde.
Sobrava-me tempo para estudar, jogar minhas 4 horas diárias de DoTA, fazer a barba, ler livros, etc.
No meu primeiro período de faculdade a quantidade de material para ler e estudar era simplesmente algo que, para mim na época, era um absurdo! Era abusivo! Era excessivo!
Mas mesmo assim, dava para ter tempo livre e vadiar do jeito que todo mundo gosta.
O tempo se passou, a dificuldade das cadeiras da faculdade aumentaram e eu arranjei um estágio…
Diário de um Programador 14: Meu código fonte é a minha poesia
Como qualquer pessoa, um programador também está fadado a ter sentimentos e a ter esses sentimentos interferindo no seu trabalho.
Convenhamos, é extremamente difícil separar o emocional do profissional.
Quando se trabalha com criação então, você deve permanecer neutro, imparcial, um rochedo indestrutível e inabalável!
Diário de um Programador 13: leia mais
Um problema de fácil solução que vejo entre muitas pessoas de T.I: elas não leêm.
Não falo de pegar livros como “O Hobbit” ou “A biblía sagrada”, mas leituras relevantes a sua área de atuação e a sua forma de pensar.
Diário de um Programador 12: linguagens de programação
Tudo que digo aqui no Diário de um Programador são coisas que passo pelo meu dia-a-dia. Gosto de escrever aqui pois sinto que assim dou dicas para os que estão começando na área da informática e podem se sentir meio perdidos e desnorteados. Pelos menos era assim que eu me sentia quando comecei a faculdade. É como dizem: “Uma pessoa esperta aprende com seus erros. A inteligente aprende com o erro dos outros“.
Na minha opnião um dos maiores problemas para um programador é escolher uma linguagem de programação para aprender. Seja um veterano ou novato, um dia você vai se deparar com esse problema.
Por que?
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Diário de um Programador 11: Team up!
Fato: se você está numa equipe, faça parte dela.
O que quero dizer com isso?
Simples, se você está em uma guilda de qualquer jogo online, faça seu papel dentro dela. Se você é o tanker, tank! Se você é o Healer, heal!
Se você está numa equipe de engenheiros de Fórmula 1 e é o responsável pela retirada do pneu dianteiro direito, quando o carro parar retire-o!
Se você está numa equipe de desenvolvimento e é responsável pela análise da confiabilidade do sistema, sente na frente do computador e analise!
O que você não pode querer é ser o Rambo da equipe, jogar no single player, fazer tudo sozinho, pegar a bola no meio de campo e chamar a responsabilidade para si!!1!
Diário de um Programador 10: Reconhecimento
Programadores (desenvolvedores e afins) não são reconhecidos pelo seu trabalho.
O trabalho de alguém da área não é simplesmente sentar em uma cadeira de frente ao computador, com uma IDE aberta e começar a despejar linhas e linhas e muito mais linhas de código de uma só vez, sem parar.
Ser programador não é ter tudo na cabeça, chegar no trabalho, fazer o que tem que ser feito, levantar e sair.
Longe disso.
Para estar nessa área é preciso muito estudo.
As máquinas, linguagens de programação e técnicas se desenvolvem muito rápido, e você tem que acompanhar isso.
As necessidades dos seus clientes crescem muito, e você tem que acompanhar isso também.
Ser programador requer muita força de vontade.
Chegar em casa depois de um dia cansativo e ler artigos e mais artigos, livros, treinar, terminar aquele programa que não deu tempo no trabalho.
Como digo várias vezes aqui, fazer um programa, por mais simples que seja, é muito trabalhoso, requer muito esforço.
Não sei os outros programadores, mas eu gosto que o que eu faça saia perfeito, impecável. Sou muito rigoroso com meus programas.
MAS PARA QUE?
Na nossa área não temos o devido reconhecimento.
Sei que em várias outras áreas de trabalho as pessoas tem problemas até maiores que o nosso, mas aqui é o diário de um programador.
É muito raro um cliente dizer: “Poxa, aquele seu programa heim?! Você está de parabéns!” ou então um bom e velho “obrigado por se esforçar para fazer essa obra prima”.
O máximo de reconhecimento que temos é dos outros iguais a nós, que veêm o programa e ficam loucos para saber que técnicas usamos, linguagens, APIs, algoritmos e afins. Mas isso é apenas entusiasmo profissional.
Por isso, deixo aqui um conselho para todos os programadores novatos ou aos que querem entrar no ramo: Tenham um hobby divertido, amigos de bar, bons amigos, e alguém para te abraçar quando você chegar em casa.
Porque as vezes, todo o stress que você passa durante o seu dia-a-dia, todo o esforço que você aplica em um trabalho, por mais que você fique feliz em vê-lo completo e funcionando, não é o suficiente.
É bom ouvir um obrigado e ser reconhecido pelo seu trabalho, e se você não consegue viver sem isso, não tem força para aguentar essa falta de reconhecimento, desista da área de computação!
PS: Aos que gostam do diário de um programador e a sua realidade com um toque de humor, desculpem a tristeza e o texto seco de hoje. Só queria fazer um desabafo e dar um conselho aos que entram nessa bronca.
Diário de um Programador 09: Desânimo e Paciência
Não sei quanto aos outros programadores, mas meu trabalho é afetado pelo meu desânimo e pela minha paciência.
Muito simples, programadores são pessoas normais, meros mortais, que tem seu trabalho afetado pelo seu estado emocional.
Como todo mundo, programadores (desenvolvedores e afins) devem abstrair isso de suas vidas, e serem completamente profissionais no ambiente de trabalho.
Mas puta que pariu como que eu faço isso?!
Quando se trabalha com criatividade, testes e padrões, aquelas linhas de código intermináveis, muita lógica, prevenção e correção de bugs, o prazo que é seu inimigo…
As vezes você tem uma super prova dos infernos na faculdade que está tirando seu sono (literalmente, estudando até as 3 da manhã), aquele cansaço no dia seguinte, o desânimo de se trabalhar num cubículo olhando aquela IDE estúpida denovo é eminente.
Sua mente não quer ser criativa, ela apenas quer ficar pensando o quanto está cansada e o quanto você está na merda.
Ou quando seu chefe te dá uma CR “do momento”, seu time está na série D, sua namorada briga com você no dia anterior, você toma chuva quando vai para o trabalho, quando tem que trabalhar no feriado…
Ai você chega na empresa sem paciência e PAAAAAAAAAAAAAAAAN! um bug maldito que não quer ir embora.
Quando se está estressado, não importa o quanto se tente, sua cabeça não consegue ver o óbvio, não consegue ver a falta de um ; (ponto-e-vírgula) na sua frente.
Ela apenas quer se enfurecer e se frustrar…
Quem quer fica nesta área, programação e desenvolvimento, tem que saber “as manhas, tá ligado?”
Tenha sempre várias mp3 e podcasts no computador para escutar, ponha seus sites favoritos e de leitura engraçada e relaxante nos favoritos (para acesso rápido), mantenha o seu Instante Messenger semrpe aberto (se sua empresa proibe, abra o Gmail que tem Gtalk), tenha um pote com doces na sua mesa, faça amizade com quem vende lanche perto do seu trabalho, entre várias outras possibilidades.
Ai, quando bater um desânimo, um desespero, um stress maior.
Quando você não aguentar mais olhar para as IDE’s, tabelas de Excel com cronograma, os vários post-it com recados e lembretes que se tem na mesa.
Quando bate aquela vontade de gritar e chorar, sair correndo gritando palavrão bem alto (minha sequência favorita é C*, *aralho e b*ceta, repetindo a sequência como um mantra).
Você apela pras manhas!
Ponha os fones de ouvido e comece a escutar o seu audio, abra todos os favoritos em várias abas, coma uns doces (ou ligue para o tio(a) do lanches para ele levar uns esquemas pra você), puxe papo com um amigo da área pelo Messenger.
Fique assim, relaxando mesmo, até você se sentir bem.
Em cerca de 15 minutos os problemas estão passando…
Quando você se sentir melhor, prepare-se para voltar a trabalhar, sem stress, sem pressa.
Feche tudo (deixe a música, é melhor trabalhar ouvindo música), levante-se, vá no banheiro, dê aquele mijão, lave o rosto, faça um alongamento, passeie um pouco pela empresa, para alongar e esquentar.
Volte para sua mesa e vamo que vamo.
Algumas pessoas, como eu, fazem um pequeno exercício de respiração antes de voltar para mesa, é bom para relaxar.
Hoje eu estava assim, cheguei na empresa sem um pingo de paciência, queria mandar todo mundo tomar no cubanho!
Ai decidi escrever como isso ocorre e como eu faço para melhorar e pronto, passou =D.
Agora vou lá dá aquele mijão, fazer um exercício de respiração, e poderei programar novamente.
Se você quer ouvir músicas novas, recomendo que acesse ResenhandoASonoridade, um site muito bom com reviews de vários cds de rock.
Hoje eu estou escutando a banda Bleeding Through para relaxar.
Diário de um Programador 08: Eu cobro por um software!
“EEEEEEEEIIIIIII! Eu queria um programa que fizesse isso, aquilo, e num sei o que, lá lá!” – Dito por: Algum imbecil
Do mesmo jeito que algumas pessoas tentam explorar um pobre programador para que este conserte seu computador, algumas pessoas tentam sugar as nossas almas pedindo programas de graça.
Mas será o benedito?!
Ninguém pede consulta grátis para um médico, revisão grátis para mecânico, consultoria grátis para administrador, boquete grátis para uma puta, etc.
Por que diabos pedem que nós façamos programas de graça?!
Não é só o fato de pedirem programas de graça…
Programas simples e pequenos eu faço numa boa.
É bom que eu escolho uma linguagem para aprender ou treinar e me exercito.
Mas a galera entra com pé na porta e soco na cara, querendo um programa que destrua a boca do balão…
As pessoas não entendem que quanto mais sofisticado, mais cheio de regras de negócio, mais cheios de frescurinhas, mais chato e difícil de fazer é o programa.
As pessoas também não entendem que o curso de Bacharelado em Ciência da Computação é muito difícil e puxado, que requer muito tempo e dedicação do aluno.
Todo mundo acha que fazer um programa é pá-pum, e que no nosso curso a gente só faz ficar jogando e dando bobera.
Deveras, aqui é o Coisas de Vagabundo, mas não quer dizer que sou (somos) vagabundos 24 horas por dia.
Fazer um programa BOM E DE QUALIDADE requer tempo e dedicação.
Requer estudos, testes, uma boa apresentação e facilidade de uso.
Tudo isso demanda esforço, tempo e conhecimento.
Tempo, esforço e conhecimento têm um preço.
Eu mesmo pago um rim e meio fígado na minha faculdade, sem contar os livros que compro, os tutoriais que leio, e as vídeo-aulas que assisto.
Portanto, eu cobro por um software! Seja para parente, amigo, vizinho, o papa…
Claro, salvo algumas exceções:
1 – Se eu entrar em alguma idéia de software livre, eu não vou cobrar. Também, não vai ser prioridade da minha vida terminar esse software.
2 – Se eu estiver finalizando algum software e precisar de uma cobaia para testá-lo, este será cedido sem custo.
3 – Minha Deusa precisar de um software, para ela é de graça.
A todos que sofrem a noite toda em claro programando, perdendo a vida social, NÃO FAÇAM ISSO DE GRAÇA!
Você, assim como eu, não é escravo de ninguém!
Cobre pelos seus trabalhos!
Diário de um programador 07: Não entendo de Hardware!
Não sei quem foi o primeiro BABACA que com uma lógica nojenta concluiu que:
A – Se ele estuda computação, ele sabe tudo de computador.
B – Se ele é meu amigo/parente/qualquer coisa eu tenho o direito de fazê-lo de técnico de suporte 24 horas.
C – Se ele não resolver o meu problema eu tenho o direito de dizer que ele não sabe de nada e que está jogando dinheiro fora com a faculdade, já que ele não sabe concertar nada.
JÁ TO DIGITANDO PUTO AQUI, VO QUEBRAR ESSE TECLADO!!!1!
Em primeiro lugar, quem estuda ciências da Computação não está querendo se transformar em técnico de Hardware.
Muito pelo contrário, quem faz o meu curso, Bacharelado em Ciências da Computação, está estudando para criar programas, aplicações, funcionalidades que serão executadas pelo hardware.
Claro que do mesmo jeito que um mecânico sabe diferenciar uma chave de rodas de uma chave de fenda, eu (como vários outros estudantes da área) sabemos mecher um pouco no nosso computador, que é a nossa ferramenta de trabalho/estudo/lazer.
Mas é só isso!
Se meus amigos, parentes e afins, estão com algum problema na sua máquina e (preste bem atenção nesse e, ele representa uma condição) eu estiver com tempo e vontade (viu?! condição!) de ajudar, eu ajudo.
DE GRAÇA!
Agora, se eu não souber qual o problema, não é culpa minha.
NÃO RECLAME!
Muitas pessoas fazem essa associação…
APRENDAM!
E não abusem da nossa boa vontade.
Diário de um Programador 06: Por que virei programador?
As vezes me pergunto: “Por que fiz essa merda isso com a minha vida?
Eu já quis ser advogado, diplomata e engenheiro mecânico. Nessa ordem.
Deveras, ser advogado é algo que eu queria ser desde criança.
Alguns moleques querem ser jogadores de futebol, astronautas, bombeiros e várias outras profissões interessantes, mas eu queria ser advogado.
Cresci num lar (criado por vó ¬¬) onde todos que se sentavam a mesa ou eram advogados ou médicos.
Eu gostava de ouvir meus tios conversando com o meu avô sobre casos, maneiras de proceder e decisões.
Achava interessante como toda a sociedade estava organizada sob a lei.
Gostava também da politicagem.
Mas tudo isso mudou naquele infeliz (ou feliz, depende do ponto de vista) que minha mãe comprou um computador.
Descobri um programinha denominado mIRC, e nele eu poderia através de algumas linhas de código fazer floods, tocador de mp3, colorir os meus textos, etc.
Fiquei louco com a idéia de programar tudo isso, de modificar, customizar, e ter coisas feitas por mim, para mim e da maneira que eu queria que fosse!
Ai a casa caiu, o mundo parou, o chantilly desandou.
Viciei no ato de programar e decidi aprender HTML e fazer páginas na internet, só por diversão
Com isso aprendi JavaScript e vários conceitos sobre programação.
Peguei um gosto maior por programas, desenhos, filmes, tudo sobre ficção científica e comecei a enlouquecer com robôs e Inteligência Aritifial.
Passei a ouvir rock doido, abrir mão da politicagem por idéias mais anarquistas, ficar anti-social e me vestir de preto (isso é coisa de nerd, né?).
Quando descobri que existia um curso onde eu poderia aprender tudo sobre programação e ficar na área de Inteligência Artificial, finquei o pé e me decidi: “VOU FAZER BACHARELADO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO!”
Tudo isso ocorreu quando eu tinha 16 anos, dando tempo suficiente para minha mãe reclamar pra caralho! sobre eu largar a idéia de fazer Direito (paranomásia ¬¬), um curso bem visado, tradicional, e que está na família (e que ela insiste que eu tenho um dom natural para tal) para fazer um curso de computação, que não tem mercado e que me matará de fome.
Entrei na faculdade no ano que completei 19 anos.
Logo, eu ouvi MUITO!
Ainda dentro da faculdade, minha mãe reclamava, de leve, por que já estava percebendo que eu não iria desistir.
E largou de vez a idéia de reclamar quando eu consegui meu primeiro estágio.
E assim entrei para essa vida.
Passando noites sem durmir para resolver projetos, consumindo mais de um mol de conhecimento pela internet, me viciando em café, estragando minha visão na frente do monitor, e o pior de tudo: EXERCITANDO MINHA PACIÊNCIA COM O USUÁRIO FINAL QUE NUNCA SABE O QUE QUER! Usuário final filho de uma puta! Desabafei =D
Onde foi que eu errei?!
É culpa da minha mãe!
Se ela não comprasse aquele computador hoje eu seria um advogado, trabalhando de terno, durmindo bem a noite, sem esse bucho que eu tenho, com tempo para ter vida social, não usaria óculos, e o melhor de tudo: NÃO TERIA QUE TER UM USUÁRIO FINAL!
EU ODEIO USUÁRIO FINAL!
Por que entrei nessa vida?
O pior é que eu reclamo, mas adoro ver meus programas rodando e ser parabenizado por isso.
Adoro criar funcionalidades e aplicativos que resolvem muitas broncas.
Resolver os desafios que são a mim propostos…
Sei lá, mas apesar de tudo acho que sou muito mais feliz assim, NERD.
Diário de um Programador 05: Medo de tecnologia
Esquisito o título, né?
Mas é verdade.
Eu tenho medo de novas tecnologias e de frameworks.
Pode parecer besteira, mas o fato de ter o produto de outras pessoas afetando as minhas rotinas, tanto no dia-a-dia quanto minhas iterações de códigos, me assutam. PRA CARALHO! MUITO!
Talvez seja uma relutância normal, o medo de coisa nova, o medo de sair do seu padrão pré-estabelecido que você já está acostumado, para tentar algo novo, que pode não dar certo, e ai você perdeu tempo, produtividade…
As vezes, pode ser uma pontadinha de inveja.
“Caralho Putz grila, como não pensei nisso antes?!“
E acaba utilizando a ferramenta de outra pessoa, ou grupo de pessoas, no seu dia-a-dia.
Algo tão simples que você mesmo poderia ter pensado…
Como as tendências…
Primeiro veio o fotolog.
Creio que da minha turma do colégio fui o último a ter… Merdinha inútil…
Depois veio o MSN…
Só entrei enssa onda porque todo mundo abandonou o IRC. Até hoje não consigo entender porque caralhas largaram o irc! Eu sinto falta…
Ai então me chega o Orkut.
Tá, eu acho legalzinho… Não o praqueisso que é a ferramenta, mas o fato de eu poder combinar as festas e saídas com meus amigos sem ter que ligar para todos eles, descobrir jogos legais em flash, participar de discussões sobre php.
No começo eu não queria, mas eu uso…
Pouco.
Por falta de tempo.
Mas eu uso…
Assim como a facilidade do Feed reader.
Levei um tempão para começar a usar, quando comecei ainda falava mal, e hoje não vivo sem.
Creio que isso é questão de P.V.C. (Porra da Velhice Chegou).
Quanto mais o tempo passa, mais essas ferramentinhas que surgem para facilitar o nosso dia-a-dia, conectar pessoas e economizar linhas de código, vão me dando no saco nos nervos.
Quanto mais velho eu fico, mais preconceito eu tenho com elas, e mais eu quero que elas tomem no cu! sumam!
É uma questão simples: Uma nova tecnologia, ferramenta ou facilidade, nos coloca nas mãos de outras pessoas.
Pessoas que não conhecemos e não sabemos o que irão fazer com todas as informações que geramos.
Tecnologias estas que nos transformam em escravos zumbis, que adentram nas nossas vidas, nos viciam, e então não vivemos sem.
Perdemos o nosso controle, as vezes o nosso livre-arbítrio.
Tecnologia é muito bom, e vicia!
Devemos ter cuidado com as facilidades que inserimos nas nossas vidas, por que um dia elas podem se voltar contra nós, de uma maneira ou de outra.
Seja na forma de Skynet ou em ter nossos dados pessoais roubados e fotos peladões circulando por ai.
Ou até mesmo sendo babacas que usam Twitter.
Pode ser preconceito meu, mas prefiro ter um filho viado do que um filho twitteiro!
Diário de um programador 04: Peitica
Tem um outro mal que sofro, que é uma peitica!
Peitica, para quem não sabe (n00bs) é uma apurrinhação, uma chatice.
Acredito que seja um mal de programador.
É o fato de no meio de um estudo, trabalho, ou qualquer coisa realmente importante, você ter uma idéia, ou ouvir falar de algo que na sua cabeça é interessante e te deixa curioso.
Ai muleque doido, FUDEU LASCOU DE VEZ!
Você não consegue trabalhar, estudar, comer, viver, meter, se entreter, etc.
Você só quer executar aquela idéia, ler aquele artigo, entender aquela linguagem…
Fica uma agunia, um sofrimento da porra peste, e você não produz absolutamente nada.
O jeito é se render a tentação e deixar o que é importante de lado, e se fuder, e fazer o que tem q ser feito.
Isso acontece muito comigo, principalmente em época de prova.
Foi assim que aprendi PHP e reprovei algebra linear pela primeria vez.
Fique naquela seca, na ânsia por aprender aquela linguagem que ouvi falar, que mal consegui me concentrar para prova, ai meu amigo, mandei o livro se fuder pra estante e aprendi PHP.
Esse aprendizado me rendeu frutos, como o meu atual emprego, apesar do prejuízo de ter perdido uma cadeira na faculdade.
Deve ser comum, essa curiosidade, essa vontade de por as coisas em prática.
Como agora, eu estava no meio de uma expressão regular e pensei em postar no cdvagabundo.
Não resisti!
Eu não conseguia me concentrar, tinha que vir aqui postar!
Cá estou, já começando a me sentir aliviado e pronto para terminar meu trabalho, que tem prazo.
É moleque, mais um mal de programador para a listinha =P
Certa vez, aqui no emprego, pensei em como seria fazer Snakes em JavaScript.
O resultado, que você pode jogar clicando aqui, me alegrou bastante, fez passar aquela agunia, e me fez ficar 1 semana inteira sem estudar e trabalhar direito, só aprendendo JavaScript e a lógica de Snakes.














