11/12/2009

Diário de um Programador 14: Meu código fonte é a minha poesia

Como qualquer pessoa, um programador também está fadado a ter sentimentos e a ter esses sentimentos interferindo no seu trabalho.
Convenhamos, é extremamente difícil separar o emocional do profissional.
Quando se trabalha com criação então, você deve permanecer neutro, imparcial, um rochedo indestrutível e inabalável!

Quem trabalha com idéias e criações sabe que seu trabalho pode despertar emoções e idéias em outras pessoas, que pode impressionar seus colegas, ou pode simplesmente acabar com seu nome.
Como por exemplo uma peça publicitária.
Algumas propagandas de televisão ficam na nossa mente eternamente enquanto outras desejamos que nunca mais sejam transmitidas e que se possível, sejam excluídas do YouTube.

Para nós, programadores e desenvolvedores em geral, não é diferente. De fato, o público que irá ler nossas obras literárias, os nossos códigos fontes, é reduzido. São os nossos colegas de faculdade, de trabalho, a comunidade OpenSource, entre muitos outros grupos.

Meu código fonte É a minha poesia!

Meu código fonte reflete o meu dia a dia, as minhas emoções.
Quando estou feliz as linhas de comando fluem com leveza, a formatação e os comentários são escritos com desenvoltura e é até possível encontrar piadas na documentação da fonte.
Quando estou feliz, os meus packages e afins são bem mais estruturados, são sólidos, são estáveis e não dão erros de portabilidade.
Quem for “ler” meu código fonte posteriormente vai se sentir bem. Vai sentir a minha alegria ao desenvolver aquelas linhas, vai se sentir inspirado a partir daquele trabalho.
Isso não advem por que, como em uma poesia, uso palavras marcantes em frases bem estruturadas.
Longe disso.
A organização, a qualidade e o algoritmo fazem do código uma obra-prima, e convenhamos, todos nós desenvolvedores somos NERDS e adoramos ler um programa bem estruturado, que nos faz entender e invejar o programador que fez aquilo.
Queremos exalta-lo.

Do mesmo jeito, a dias que o stress fala mais alto, a falta de reconhecimento, as brigas no relacionamento… Enfim, os problemas externos ao trabalho, influem na poesia que chamamos de código-fonte.
Trechos de código escritos de má vontade, a falta de organização e comentários, documentação inexistente.
A vontade de terminar aquele programa logo, se livrar daquilo, usar aquelas linhas de código como porrete para acertar alguém e muito ódio no coração!
Isso com certeza irá transpassar para quem vier depois, que pode se sentir desmotivado, que pode vir a te odiar…

O que fazer para se manter sempre inspirado e sempre escrever uma boa poesia?

Eu enfeito a minha mesa com bonequinhos de Star Wars, tenho uma caixinha de bomboms, faço uma bagunça de papel na mesa e sempre estou de headphones.
Faço do meu ambiente de trabalho um lugar agradável, que tente me tirar dos problemas, para que a minha poesia diária se torne a melhor possível!
Pode ser que outra pessoa não vá ler meu código posteriormente, mas eu sei que eu vou ter que lê-lo.
Então, procuro fazer o melhor de mim na hora que eu estiver desenvolvendo para evitar o fatidico refactoring.

Um outro jeito muito mais divertido (mais nerd) de ver o meu código-fonte é imaginar que estou escrevendo um poema épico, onde através de um enredo bem elaborado, chamado algoritmo, tento matar o dragão, chamado problema, para conquistar o coração da princesa, que vamos chamar de reconhecimento e promoção.

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