25/01/2010

Virando linuxero: instalando o Ubuntu

Dando continuidade a minha caminhada pelo mundo Linux, já que decidi virar linuxero, peguei meu cd do Ubuntu 9.10 e meu tempo livre e parti para a instalação.

De cara, já achei mil vezes melhor do que a instalação do Windows Xp.
Afinal, no Ubuntu o ambiente de instalação é colorido e amigável, fazendo aquela tela azul cocô da Microsoft ser bastante antiquada.
Mas achei um defeito na instalação do Ubuntu, que por sinal é o mesmo defeito da instalação do Windows Xp, a tela inicial não dá suporte para teclado sem fio, e como eu uso um kit Microsoft de teclado e mouse sem fio me lasquei redondo.
O jeito foi pegar meu antigo teclado na gaveta.

Tudo corria bem e tranquilo até que cheguei na tela abaixo:

Muitas opções para eu selecionar e pouca explicação me fizeram correr para o notebook e pesquisar no Google qual era a ideal para mim.
Como dito no post anterior, eu queria instalar o Linux em uma partição que eu já havia criado para ele, mas não estava formatada.
O óraculo (leia-se Google) me ensinou que a melhor opção seria a última da lista, “Especificar particionamento manual (avançado)“.
A palavra avançado do lado de uma opção de qualquer coisa Linux me metia medo, vai que faça alguma cagada e perco tudo no HD…
Mas decidi correr o risco e cliquei.

A próxima etapa da instalação foi uma tela parecida com a de cima, onde eu deveria escolher uma partição para instalar o Ubuntu.
E ai surgiu a primeira dúvida que tive, qual formatação eu deveria usar para o Ubuntu?
Liguei para o meu amigo Diego lá do trabalho para ele me salvar.
Ele disse que eu usasse a formatação EXT3.
Eu perguntei “E por que não a EXT4?
E ele me disse que, mesmo a formatação EXT4 sendo sucessor da EXT3, a EXT4 apresenta alguns problemas ainda não solucionados…
Por mim estava “susse”, EXT3 então.

Ai ele decidiu me ferrar: “não esquece de ter uma partição para swap!“.

Eu não sabia fazer novos particionamentos no Ubuntu, e pedir ajuda pelo telefone não iria rolar.
Por incrível que pareça dessa vez o todo poderoso Google não conseguiu me ajudar.
O jeito foi correr para a gambiarra n00b que eu sabia, dar Boot pelo cd de instalação do Windows Xp, particionar a área reservada para o Linux em duas partições e ai então voltar para a instalação do Ubuntu.
Eu sei que foi uma alternativa BEEEEEEEEEEEEEEM N00000000B, mas eu só sabia fazer isso.

Então, meu disco rígido agora estava assim:

  • Windows Xp (20GB formatados em NTFS);
  • Dados (Muitos GBs formatados em NTFS);
  • Ubuntu (19GB sem formatação);
  • Area para Swap (1GB sem formatação);

Refazendo todos os meus passos e voltando para a tela de formatação do Ubuntu, selecionei a área para Swap e mandei formatar como Swap, e selecionei a área para o Ubuntu e selecionei a formatação para EXT3.

A tela acima é onde eu editava as partições para selecionar formatação e afins.
Uma nova dúvida se formou: “O que merda é Mount Point?“.

Perguntando novamente para o meu amigo Diego, ele me disse para instalar o Ubuntu em “/“.
E que mount point era a raiz que estaria o meu Linux.
Eu não entendi o que ele quis dizer, mas ele sabe mais do que eu, então fiz o que ele mandou.

Depois disso foi só preencher nome do computador e senha do administrador da máquina e partir para o abraço.
O Ubuntu 9.10 estava sendo instalado…

 

Respondendo a pergunta feita pelo @TomboDeRider no post anterior: “Por que não instalar o Ubuntu em uma máquina virtual?“:
Quando instalei o Ubuntu na máquina virtual, não aprendi nada.
Ao ligar o Windows Xp, eu iniciava a minha máquina virtual Ubuntu e pronto.
Ficava no msn e navegava no Firefox, pelo Windows Xp, enquanto a máquina virtual Ubuntu ficava lá comendo memória…
Vi que se eu quisesse realmente aprender a utilizar o Ubuntu eu teria que desistir da virtualização e partir para a instalação física, e me forçar a dar o boot (trocadalho de computação ai) todos os dias pelo Ubuntu.

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